12 de setembro de 2013

Our Song- A Nane sem educação

-Senhorita Medeiros. -O professor com jeito de viado (se ele não tivesse dito que é casado eu ia acreditar que ele é gay mesmo. Talvez a mulher dele seja homem!) que me aula de biologia e que eu não vou nem um pouco com a cara dele me chamou depois que tirou os meus fones de ouvido na melhor parte da música que eu escutava enquanto me distraia tirando o esmalte preto já descascado da minha unha. Primeiro eu levei um susto mas depois a raiva tomou conta de mim por ele ter feito o que fez apesar de eu saber que estou errada mas vou morrer sem confessar isso. Fuzilei ele com os olhos xingando ele mentalmente.

-Professor. -Respondi forçando um risinho falso.

-Eu pensei que você vinha para a escola para estudar e não para ficar ouvindo música. Escutar música você escuta fora da sala de aula. -Ele disse e todos começaram a cochichar enquanto nos olhavam.

-E eu pensei que você vinha aqui para dar aula. Se eu não me engano eu não estou atrapalhando a aula, não estou conversando com ninguém e nem fazendo gracinha. Seu salário vai estar na sua conta no final do mês de qualquer jeito e se eu aprender ou deixar de aprender o problema é meu e não seu. -Respondi com o mesmo sorrisinho falso usando a mesma desculpa dos professores para fazerem a sala ficar em silêncio se eles deram ou não aula os seus salários vão "estar na conta do banco no fim do mês".

-E eu pensei que seus pais tinham te dado educação mas pelo que eu vejo. -Ele balançou a cabeça negativamente e eu vi que todo mundo estava segurando os risos enquanto o Mika balançava a cabeça negativamente também com um olhar que eu acho que ele queria que eu parace de arrumar confusão e apenas me comportasse.

-Você não abre a boca para falar dos meus pais. Eles me deram mais educação do que você provavelmente vai ter na sua vida inteira.

-A senhorita pode ir para a diretoria aprender a usar toda essa educação então. -Careca filho de uma p...PUTA. Nem vou dizer o que eu pensei em fazer com essa bolsinha "máscula" dele. Vou fazer ele engolir essas palavras junto com esse jeito de gay dele.

Me levantei e sai batendo os pés até o lado de fora enquanto o professor trocava olhares com o coordenadora e no mesmo segundo ela entendeu que tinha algum encapetado atrapalhando a aula e começou a andar até a sala e eu fiquei fuzilando o professor com os olhos mais um pouco até que ela chegasse até a mim.

-Ouvindo música na aula e desrespeitou o professor. -Ela me olhou com cara feia e apontou para o final do corredor e eu entendi que é para mim ir para a direção e no
segundo dia de aula, meu novo record.

 Não é segredo que eu estou longe de ser uma boa aluna e eu consigo chegar na direção de olhos fechados de tanto que eu já fui mandada para lá e claro, todas as vezes  alegando ser inocente e em nenhuma vez eles acreditaram em mim, nem mesmo nas vezes que eu realmente era inocente.

Fiquei sentada em uma cadeira em uma sala vazia do lado da sala da diretora enquanto minha mãe não vinha até a escola porque a nojenta oxigenada da diretora só vai me
receber acompanhada com algum dos meus pais e não vou poder assistir as aulas até lá. Infelizmente minha mãe vai vir.

E o que eu fiquei fazendo durante esse tempo na sala sozinha com as cadeiras? Ouvindo músicas e terminando de tirar o esmalte descascado das minhas unhas e encarando um ruivo que apareceu um tempo depois. Quer dizer, até essa criatura resolver conversar comigo, será que ele não percebeu que eu estou de fone de ouvido e que quando eu estou de fones eu não quero nem as pessoas que eu gosto falando comigo então imagina um desconhecido?

"Oi", eu imagino que tenha sido isso que ele disse com base na minha leitura labial. Eu apenas parei de encarar ele que andava em direção e fiquei olhando para a parede  moscando ao som de Taylor Swift. Sim, Taylor Swift, me processe.

Ele estalou os dedos com a mão perto do meu rosto o que fez com que eu levasse um susto e olhasse ele com aquele meu belo olhar fuzilador. Ele disse mais alguma coisa que eu não ouvi porque ainda estou com meus fones. Eu só fiquei moscando agora em vez de olhar para a parede olhando para ele e então ele deu uma de professor de biologia e tirou um dos meus fones. Ah, não.

-Ei, eu tô falando com você. -Rolei os olhos. Problema dele.

-Hm. -Cruzei os braços olhando para o outro lado. Acho que ele ignorou o fato de eu estar tentando ignorar ele. Será que se eu bater nele por querer bater nele e aproveitar para fazer o que eu queria com o professor de biologia vai piorar ainda mais a situação? Porque vontade de bater em alguém é o que não me falta. 

-Meu nome é Nicolas. -Ele puxou uma cadeira das muitas que tem aqui e se sentou.

Ok, se ele está aqui ele deve ser tipo eu, sabe? Um ótimo aluno então acho que não custa nada tentar seu um pouco legal com as pessoas e responder ele, né? Tenho quase certeza que isso não vai dar certo mas não sei nada na minha vida que tenha dado, então acho que não tenho nada a perder.

-Meu nome é Liliane. -Voltei a olhar para ele me ajeitando na cadeira. -Nane. -Ele me olhou. -É como costumam me chamar: Nane. -Ele deu um riso de canto de boca também se ajeitando na cadeira e cruzando os braços.

-Então, Nane, o que você fez para estar aqui? -Ele disse sem tirar aquele riso sacana do rosto.

-Ouvi música na sala e desrespeitei o professor. -Fiz uma voz que era uma tentativa de imitar o professor falando. Ele riu. -E você?

-Comecei uma guerra de papel. Consegui convencer todo mundo a tirar folhas do caderno e jogar no professor novo quando ele chegasse na sala de aula. Não fiz tudo sozinho, mas só eu me fodi.

-Aqui eu sou culpada até quando eu sou inocente. -Dei de ombros e ai a coordenadora chegou chamando ele para ir ter uma conversa com a diretora porque a mãe dele já tinha chegado e eu voltei a moscar ficando sozinha na sala apenas com a compainha das cadeiras. Daora a vida.

-Senhorita Liliane Medeiros. -Uma mulher, provavelmente nova por aqui, entrou na sala um tempo depois para avisar que era para mim ir para minha bela reuniãozinha com a minha mãe e com a diretora.

-Senhorita. -Caralho, agora todos resolveram me chamar de senhorita? Minha mãe também estava com um olhar que dizia "é, sonhorita, você vai apanhar quando chegar em casa e deixa o seu pai ficar sabendo". Olhei para a diretora com aquela minha cara de peixe morto moscando e ela ficou esperando para que eu me sentasse do lado da minha mãe que se pudesse me matava agora mesmo e jogava o meu corpo lá no Tietê.

Fui batendo os pés e praticamente me joguei na cadeira ficando toda largada enquanto as duas me observavam, fiz igual e fiquei olhando para eles enquanto elas olhavam para  mim.

-Então? -Eu resolvi acabar com essa putaria toda. Pelo menos o outro diretor ia direto ao ponto e não ficava com essa enrolação. Já me fizeram esperar e eu simplesmente odeio esperar e agora ficam com isso de me encarar. Santa Vodka, eu mereço.
-Liliana...

-LilianE. -Já fui interrompendo a velha...tá, que não é tão velha deve ter a idade da minha mã...é, ela é velha.

-LilianE...já fiquei sabendo do seu mal comportamento e não vá achando que você vai sair impune igual das últimas vezes, agora você vai arcar com as consequências dos seus atos. -Ela foi falando enquanto eu só ia dizendo "aham..aham..." pouco me fodendo com o que iria ou não acontecer. Eles só falam mas nunca fazem nada mesmo.

-Certo! -Disse com um tom de "me engana que eu finjo que acredito". Eu estou com medo do tanto que minha mãe vai falar quando a gente sair daqui. Ela continua me observando.

-Não acredite que vai ser como antes, nova diretora novas regras. Por hora a senhorita só vai ser advertida mas na próxima terá consequências para esse mal comportamento.  Agora se retire, por favor, preciso falar com a sua mãe. -Ela disse apontando para a porta. Eu nem preciso dizer que já não fui com a cara dela, né? Até parece que essas ameaças dela vão me assustar. Eu riu na cara do perigo.

Sai batendo os pés agora para o lado de fora. Eu não acredito, simplesmente não acredito, que eu esperei tanto tempo na porra daquela sala para só ouvir a vaca chefe falar aquele monte de merda que eu não dou a mínima.

Alguns minutos depois tendo que esperar mais (eu já disse que eu odeio esperar? Porque eu odeio! Parece que só por isso que eu sempre tenho que esperar porque se eu gostasse de esperar eu não teria que esperar) minha mãe saiu da sala da diretora e me informou que eu teria que ir embora porque não ia poder assistir as outras aulas e que eu apenas iria poder ir para a sala de aula para pegar o meu material. Que ótimo.

Entrei na sala e já era outro professor que estava lá. Bom mesmo, não to afim de encontrar aquele viado metido a professor tão cedo. Andei até a minha carteira enquanto todos me observavam e vi que o Mika me olhava e eu sei que ele estava querendo saber o que aconteceu, e eu apenas o olhei de volta.

Comecei a guardar as minhas coisas e então ele resolveu se virar para trás e perguntar o que tinha acontecido. Parei o que estava fazendo para olhar se a professora ou  alguém estava olhando antes de responder.

-A nova diretora é uma vaca. Eu fiquei esse tempo todo esperando para falar com ela e no fim de tudo eu não fiquei cinco minutos na sala dela e eu também só ouvi merda.  Minha mãe tá puta comigo e eu vou ter que ir embora, porque fui mandada para fora e não vou poder assistir as outras aulas de hoje. -Falei o mais baixo que eu pude mas o alto bastante para que ele pudesse ouvir, claro. Não sei se essa parte dele ouvir (e entender) deu muito certo mas não me importei e continuei guardando as minhas coisas e ele voltou a me olhar. Pelo amor de Deus, hoje tiraram o dia para me chamar de senhorita e para ficarem me encarando, sacanagem, hein? Puta que pariu. -Eu te mando uma mensagem te explicando se minha mãe não me matar de tanto tédio enquanto me dá uma lição de moral. -Ele concordou com a cabeça e eu me retirei da sala e do lado de fora minha mãe estava me esperando.

Sai andando na frente sendo seguida por ela e ninguém falou nada até termos nos afastado um pouco da escola, isso deu tempo suficiente para mim mandar uma mensagem (na verdade uma redação) para o Mika explicando cada detalhe do que aconteceu. Se eu escrevesse desse jeito nas provas eu seria a melhor em redações da escola inteira mas, bom, eu não escrevo.

-É o segundo dia de aula, Liliane, o segundo dia. -Minha mãe quebrou o silêncio. -Eu sinceramente esperava que agora no ensino médio você tomasse jeito mas pelo visto eu errei e errei feio. Porque você age assim, hein? -Ela fez uma pausa e eu não respondi nada porque eu sabia que não tinha que falar nada, apenas escutar tudo o que ela tinha para dizer. -Eu e o seu pai fazemos tudo por você e pela sua irmã, pagamos escola particular e não vai achando que isso é barato porque não é, nem um pouco. Tudo para a educação de vocês, para que vocês consigam entrar na faculdade no curso que escolherem e serem boas profissionais e ter um futuro bom, mas parece que isso não importa, não para você. -Ela começou a balançar a cabeça desapontada. Eu até tinha pensado em começar a me defender, mas assim que abri a boca eu desisti. -Sabe porque? Porque você foi mandada para fora da sala de aula no segundo dia de aula. Você não dá nenhum valor em todo o nosso trabalho, em todo esse esforço que eu e seu pai fazemos. E sabe-se Deus o que aquela diretora vai fazer da próxima vez que você não se comportar feito uma aluna. -Pelo jeito que ela disse eu imagino que ela saiba o que a diretora vai fazer na próxima vez. -E se você for expulsa, hein? Quando você tiver os seus filhos você vai entender exatamente o que eu estou falando. Estou desapontada demais.

O silêncio voltou a reinar enquanto eu me decidia se agora eu me defendia ou não. Resolvi me defender, afinal, como ela mesma disse, ela e meu pai trabalharam duro para me dar educação e o que aquele viado do professor de biologia fez? Ele disse que eu não tenho educação.

-Mas mãe, aquele professor disse que eu não tenho educação. Eu tenho educação sim, muita educação, do jeito que vocês me ensinaram. -Enquanto o sinal estava vermelho ela me analisou como se tentasse achar traços de que eu estava mentindo. Não tem esses traços porque eu não estava mentindo, o professor realmente falou que eu não tenho educação e pela cara dela ela não sabia desse detalhe, como sempre eles me fizeram parecer culpada quando eu era só um pouco culpada. -Eu não estava mesmo prestando atenção na aula mas eu não estava conversando e nem fazendo gracinhas ou qualquer coisa que atrapalhasse a aula e os outros que estavam tentando estudar, tá? Eu estava na minha quando o professor resolveu arrumar confusão comigo e disse que eu não tenho educação e eu disse que eu tinha sim, que você e o papai me deram mais educação do que ele vai ter em toda a vida dele e ai então ele me disse para ir usar toda a minha educação lá na diretoria. -Agora eu que estava analisando ela para ver se eu conseguia  adivinhar se ela estava ou não acreditando em mim e cheguei a conclusão que ela acreditou em mim, pelo menos um pouquinho.

-Não minta para mim, Liliane. -Bufei olhando para janela.

-MAS EU NÃO TO MENTINDO. -Voltei a olhar para ela. -Me diz uma vez que eu menti para você. -Eu só minto quando é necessário, ok? E até hoje ela não descobriu que as mentiras que contei até hoje são mentiras...pelo menos ela não disse nada sobre as minhas mentiras serem mentiras. -O professor falou mesmo que eu sou sem educação. -Nesse momento o celular vibrou e eu lembrei do Mika. Sim, o Mika. -Se...se você não acredita em mim pergunta pro Mika, ele não mentiria para você. Ele nem mente tão bem assim.

-Certo, então eu vou ter uma conversa com esse seu professor de biologia, mas você vai ter que contar isso para o seu pai. Vou pensar no seu caso para ver se vai ter  punição. Não é porque você se livrou na escola que vai se livrar de mim, mocinha. Ah, e até lá você está de castigo. Sem computador, televisão, celular...-Eu consigo sobreviver um tempo sem isso. -...e som. -Ok, como eu vou viver sem som? Eu já não vou poder ouvir música no meu celular e no computador e agora eu estou sem som também? Não, eu
não vou conseguir ficar sem música. Eu até posso cantar e tal mas não é a mesma coisa e eu nem canto bem.

-Nãooooo, sem som não mãe. Pelo amor de Deus, como assim eu vou ficar sem música?

-Se você quer música aprende a tocar aquele violão que você me fez comprar. -Ela deu um risinho. Eu sabia que ela estava querendo que eu aprendesse a tocar violão faz  tempo. Bufei, culpa daquele viado. Xinguei o professor de todos os xingamentos que eu consegui pensar em todas as línguas possíveis.

-Tá, escolhe outro castigo e me deixa com o som...ou se você quiser eu aprendo a tocar violão mas vou precisar do computador para isso...também posso...é...sei lá...ajudar
em casa mas não me deixa sem músicaaaaa...mãeeee...-Cara de cachorro que caiu da mudança entrou em ação. Aliás, a chatice também. Fiquei implorando, cutucando, gritando e etc no ouvido dela até ela concordar.

-Ok, eu te deixo com o som mas você vai ter que aprender a tocar o violão lendo os cadernos e aqueles papeis que a sua irmã tem de quando ela fazia aulas, nada de computador e também vai ter que ajudar em casa todos os dias pelo tempo que eu decidir. -Maravilha.

-Tá. -Respondi emburrada. Eu não gostei muito disso, óbvio, mas pelo menos eu consegui o que eu queria.
Minha mãe ficou me fazendo ajudar em casa a manhã inteira aproveitando que pelo menos por enquanto eu estou de castigo. Que ótimo, virei praticamente dona de casa. Na hora do almoço, um pouco depois do horário que eu devia estar saindo da aula, ela mandou a do lar aqui ir na vizinha pedir sal porque tem tanta hora para essa merda acabar e acaba bem na hora do almoço. Eu não estava afim de ir, estava indo por ser obrigada pelos termos de compromisso do meu castigo, mas uma animação e vontade de ajudar tomou conta de mim quando eu entendi em que vizinha eu ia ter que ir pedir o sal: a mãe do Rafael. Aproveitarei para socializar com a minha futura sogrinha.

Peguei uma xícara para carregar o sal, logicamente, e fui saltitando os três passos até a casa da vizinha e toquei a campainha ainda saltitante feito um unicórnio e com o sorriso de uma hiena estampado na cara mas ele foi tomado por um pouco de vergonha quando quem atendeu a porta foi o próprio Rafael. Gelei de cima a baixo tentando dizer alguma coisa mas pelo simples fato de estar olhando para ele com aquela cara de tonta já fez com que meu plano não desse certo. Também me arrependi de não ter me ajeitado um pouquinho, eu devia ter pensado que nesse horário ele talvez já estivesse em casa. Cara, eu to de uniforme, com o cabelo todo zoado e de chinelo. Estou linda!

-É...bom...-Fiquei vermelha mas o meu sorriso de hiena voltou para o meu rosto quando eu percebi que eu estava falando com o Rafael. CARA, EU TO FALANDO COM O RAFAEL. -...eu preciso de um pouco de sal. -Nossa, que coisa clichê.

-É...-Ele virou para o Guilherme que estava ali perto dele observando a criatura com sorriso de hiena na porta deles como se mandasse ele ir buscar a porra do sal.

-Eu pego para você. -Acho que o Guilherme entendeu a mesma coisa que eu e veio até mim pegar a xícara e saiu em seguida.

Foram dois minutos constrangedores. O Rafael parado na porta me observando de cima a baixo e eu encarando o chão o tempo inteiro com vergonha. Aliás, chão maneiro, é igual o da minha casa mas o da minha casa não é maneiro porque esse daqui só é maneiro porque é da casa dele e ele pisa nesse chão tipo, todo dia. Enfim, depois desses dois minutos desfrutando da presença do Rafael (ou futuro marido, chame como quiser) que me encarava sem para enquanto eu encarava o chão o Guilherme (ou futuro cunhado,
chame como quiser) voltou com o meu sal.

Reparei que eles são muito parecidos apesar do meu cunhadinho ser um pouco e mais baixo que o meu marido. No resto são iguais: os mesmos cabelos loiros nem muito curtos e nem muito compridos, os mesmos olhos azuis (apesar de que os olhos do Rafael estão meio cinzas hoje e é claro que eu achei lindo, mas é lindo de qualquer jeito mesmo), o mesmo nariz, o formato da boca parecido. Gêmeos separados por três anos de diferença.

O Guilherme me devolveu o xícara. Dei uma rápida olhada para ela e depois voltei a olhar para os dois que também me olhavam.

-Obrigada. -Eu disse erguendo um pouco da xícara.

-De nada. -Foi o Rafael que respondeu apesar de ter sido o Guilherme que se deu ao trabalho de ir lá buscar para mim. Sorri para os dois e andei os três passos de volta para a minha casa quase tendo um ataque cardíaco. Preciso ir para a escola fofocar com a minha BFF (conhecida também como Murilo, japa, saco de pancadas, babaca, viado,  Mika...enfim, chame como quiser) sobre esse momento lindo que acabou de acontecer já que eu não tenho telefone e nem nada que permita me mandar mensagem ou ligar. Desejo um mundo onde os aparelhos de som façam ligações...isso é o celular, né? Ah, que bosta.

Nesse capítulo eu expressei todo o meu amor por biologia como deu para ver (aliás ontem foi a primeira vez que eu não fiquei com nota vermelha em biologia).
E eu queria postar um capítulo em homenagem ao um mês de blog que foi dia cinco mas eu esqueci porque sou retardada então finjam que hoje é dia cinco e que o capítulo é de comemoração ao um mês do blog, haha.
Também estou tentando postar de quatro em quatro dias mas eu não prometo nada porque eu sou uma enrolada mas juro que eu vou tentar. 
Espero que tenham curtido e se tudo der certo até segunda, leitores fantasmas (e Allana que não é fantasma). Beijos, Isabela

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