Desespero tomou conta de todas as células do meu ser. Eu morro de
medo de me perder e não conseguir mais voltar para casa, principalmente
agora que desembarquei em Huntington Beach e não sei onde é minha casa.
Dei umas 5 voltas correndo pelo aeroporto com o celular na mão, não vi
minha mãe em nenhum lugar e eu podia jurar que a grandma tinha dito que
ela ia estar me esperando aqui quando eu chegasse.
Meu celular está vibrando, não sei se é o medo que está me fazendo imaginar coisas ou se ele realmente está vibrando. É, ele está vibrando.
–Alô, Soph? Soph... para de correr que nem uma louca! -Ouvi a voz da minha mãe dizer e depois de alguns segundos raciocinei e parei de correr e logo depois a senti chegar perto de mim e colocar as mãos nos meu ombro. -Desculpe pelo atraso, quando cheguei você já estava correndo pela aeroporto inteiro! -Ela completou, como eu, sem fôlego. Ela é como eu, pode até se dizer que ela é exatamente como eu, só alguns muitos anos mais velha. Cabelos compridos e castanho, quase preto, iguais a cor dos olhos, baixa, talvez alguns centímetros mais alta e extremamente branca, como um fantasma.
Fomos andando até o lado de fora do aeroporto e não muito longe estava o carro estacionado. Christina carregou as malas mais pesadas sozinha o tempo todo enquanto eu só fiquei com as duas mais leves.
Com o carro já andando, consegui ver a cidade melhor e tenho que confessar que é um lugar lindo e acho que deixei isso escapar um pouco alto demais:
–Você ainda não viu as praias! -Christina disse com um sorriso no rosto. Praias? Ela já foi nas praias daqui? Como conseguiu continuar branca desse jeito? Que horror... -Quer dar uma olhada?
–Tá, tanto faz! -Falei com uma cara de tédio, tentando disfarçar um pequeno pingo de empolgação que apareceu dentro de mim, a verdade que ninguém sabe é que eu amo a praia, mas eu só fui na vi o mar de perto duas vezes quando eu ainda morava no Brasil.
Ela passou de carro em uma avenida ao lado da praia e realmente é um lugar lindo. O sol já estava se pondo, o azul claro do céu estava se misturando com o laranja forte.
–Seja bem vinda a Huntington Beach. -Disse ela. Eu ainda olhava pela janela com a boca em forma de "o" e quando Christina percebeu, começou a rir da minha cara e quando olhei para ela fazendo uma cara feia ela riu ainda mais.
[...]
Minha casa não é uma casa, é um apartamento. Logo na entrada, olhando para a direita da para ver a cozinha, na frente é a sala só com um sofá que fica de frente para uma estante cheia de filmes e com um televisão, virando para a direita tem um corredor onde fica os quartos e os banheiros.
–O seu quarto é um rosa, fica na última porta do corredor. -Fui andando pelo corredor, eu não duvido nada que ela tenha feito mesmo um quarto rosa.
Abri a última porta e...nada de rosa, amém. É um quarto pequeno e simples, mas é bonito. A cama fica encostada na parede de frente para a porta e em cima dela tem uma colcha preta com desenhos de estrelas e um monte de almofadas e nas grades pisca-piscas. Na parede do lado uma porta que depois descobrir ser a porta do guarda-roupas e coladas na porta um monte de fotos minhas desde que eu era pequena até agora e toda minha família e nisso inclue a Christina. Na parede de frente para a cama tem a porta e uma janela que dá para um parquinho e olhando do lado da para a janela de outro apartamento. Na última parede que sobrou fica a mesa do computador, com algumas gavetas onde está meu material escolar. Basicamente é isso.
Meu joguei na cama e fiquei olhando para o teto até a hora que o meu celular tocou, era o meu pai. Resumidamente ele me perguntou como foi a minha viagem, o que eu estava achando da minha nova casa, para mim tentar fazer amigos na nova escola e que era para mim parar de frescura e parar com esse meu ódio idiota e sem motivos. Todo mundo acha que sem é motivos mas para mim tem muito sentido, ela me deixou e depois de todo esse tempo quis de volta. Também falei com o meu irmão, um assunto muito interessante sobre o novo dinossauro de brinquedo que ele ganhou e no instante que desliguei o celular ele tocou de novo e claro que era a grandma, a única pessoa além do meu pai que me ligaria. Esqueci de ligar para ela, droga. Mas enfim, a mesma conversa que tive com o meu pai se repetiu.
–Hey Soph, amanhã eu vou ter que ir no escritório terminar algumas coisas mas como é sábado você pode sair e dar uma volta por aí, mas avisa antes, ok?-Minha mãe falou abrindo a porta do quarto. -Não quero perder minha filha na cidade que ela mau conhece menos de 24 horas que ela chegou aqui. Ah, aliás, suas aulas começam segunda. Boa noite. -Ela saiu finalmente fechando a porta atrás de si.
Depois que percebi o silêncio finalmente levantei. Peguei uma roupa e fui tomar um banho que eu estava precisando e quando terminei voltei para a cozinha para comer alguma coisa antes que eu morresse desnutrida.
Quando resolvi ir dormir não consegui, falta um barulho de ronco vindo de um coisa gorda e preta também conhecida como Frida. A coitadinha teve que ser deixada para trás.
E então, o que estão achando de Sophie? E o que acharam do capítulo? Beijos, Isa.
Meu celular está vibrando, não sei se é o medo que está me fazendo imaginar coisas ou se ele realmente está vibrando. É, ele está vibrando.
–Alô, Soph? Soph... para de correr que nem uma louca! -Ouvi a voz da minha mãe dizer e depois de alguns segundos raciocinei e parei de correr e logo depois a senti chegar perto de mim e colocar as mãos nos meu ombro. -Desculpe pelo atraso, quando cheguei você já estava correndo pela aeroporto inteiro! -Ela completou, como eu, sem fôlego. Ela é como eu, pode até se dizer que ela é exatamente como eu, só alguns muitos anos mais velha. Cabelos compridos e castanho, quase preto, iguais a cor dos olhos, baixa, talvez alguns centímetros mais alta e extremamente branca, como um fantasma.
Fomos andando até o lado de fora do aeroporto e não muito longe estava o carro estacionado. Christina carregou as malas mais pesadas sozinha o tempo todo enquanto eu só fiquei com as duas mais leves.
Com o carro já andando, consegui ver a cidade melhor e tenho que confessar que é um lugar lindo e acho que deixei isso escapar um pouco alto demais:
–Você ainda não viu as praias! -Christina disse com um sorriso no rosto. Praias? Ela já foi nas praias daqui? Como conseguiu continuar branca desse jeito? Que horror... -Quer dar uma olhada?
–Tá, tanto faz! -Falei com uma cara de tédio, tentando disfarçar um pequeno pingo de empolgação que apareceu dentro de mim, a verdade que ninguém sabe é que eu amo a praia, mas eu só fui na vi o mar de perto duas vezes quando eu ainda morava no Brasil.
Ela passou de carro em uma avenida ao lado da praia e realmente é um lugar lindo. O sol já estava se pondo, o azul claro do céu estava se misturando com o laranja forte.
–Seja bem vinda a Huntington Beach. -Disse ela. Eu ainda olhava pela janela com a boca em forma de "o" e quando Christina percebeu, começou a rir da minha cara e quando olhei para ela fazendo uma cara feia ela riu ainda mais.
[...]
Minha casa não é uma casa, é um apartamento. Logo na entrada, olhando para a direita da para ver a cozinha, na frente é a sala só com um sofá que fica de frente para uma estante cheia de filmes e com um televisão, virando para a direita tem um corredor onde fica os quartos e os banheiros.
–O seu quarto é um rosa, fica na última porta do corredor. -Fui andando pelo corredor, eu não duvido nada que ela tenha feito mesmo um quarto rosa.
Abri a última porta e...nada de rosa, amém. É um quarto pequeno e simples, mas é bonito. A cama fica encostada na parede de frente para a porta e em cima dela tem uma colcha preta com desenhos de estrelas e um monte de almofadas e nas grades pisca-piscas. Na parede do lado uma porta que depois descobrir ser a porta do guarda-roupas e coladas na porta um monte de fotos minhas desde que eu era pequena até agora e toda minha família e nisso inclue a Christina. Na parede de frente para a cama tem a porta e uma janela que dá para um parquinho e olhando do lado da para a janela de outro apartamento. Na última parede que sobrou fica a mesa do computador, com algumas gavetas onde está meu material escolar. Basicamente é isso.
Meu joguei na cama e fiquei olhando para o teto até a hora que o meu celular tocou, era o meu pai. Resumidamente ele me perguntou como foi a minha viagem, o que eu estava achando da minha nova casa, para mim tentar fazer amigos na nova escola e que era para mim parar de frescura e parar com esse meu ódio idiota e sem motivos. Todo mundo acha que sem é motivos mas para mim tem muito sentido, ela me deixou e depois de todo esse tempo quis de volta. Também falei com o meu irmão, um assunto muito interessante sobre o novo dinossauro de brinquedo que ele ganhou e no instante que desliguei o celular ele tocou de novo e claro que era a grandma, a única pessoa além do meu pai que me ligaria. Esqueci de ligar para ela, droga. Mas enfim, a mesma conversa que tive com o meu pai se repetiu.
–Hey Soph, amanhã eu vou ter que ir no escritório terminar algumas coisas mas como é sábado você pode sair e dar uma volta por aí, mas avisa antes, ok?-Minha mãe falou abrindo a porta do quarto. -Não quero perder minha filha na cidade que ela mau conhece menos de 24 horas que ela chegou aqui. Ah, aliás, suas aulas começam segunda. Boa noite. -Ela saiu finalmente fechando a porta atrás de si.
Depois que percebi o silêncio finalmente levantei. Peguei uma roupa e fui tomar um banho que eu estava precisando e quando terminei voltei para a cozinha para comer alguma coisa antes que eu morresse desnutrida.
Quando resolvi ir dormir não consegui, falta um barulho de ronco vindo de um coisa gorda e preta também conhecida como Frida. A coitadinha teve que ser deixada para trás.
E então, o que estão achando de Sophie? E o que acharam do capítulo? Beijos, Isa.
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