28 de fevereiro de 2015

Our Song - O almoço com a Va(ca)léria

Antes de irmos almoçar com a Va(ca)léria meu pai resolveu nos levar no apartamento dele para que a gente possa ver e para que a gente também possa trocar de roupa já que nenhuma de nós fez isso nas nossa casa e bom, o apartamento dele é bem maior do que o nosso, não sei porque já que aqui só vai morar ele...e a vaca, talvez. De qualquer jeito tem um quarto enorme para cada uma de nós que é pelo menos o dobro dos nossos atuais quartinhos! Ele também é todo decorado como se tivesse contratado uma daquelas pessoas que decoram casas mas eu esqueci o nome. Ah, também tem piscina, eu adoro piscina, pena que não pretendo voltar aqui nunca mais.

Quando cheguei no "meu" quarto me surpreendi quando não encontrei nada rosa e essas drogas, na verdade ele é bem...minha cara! E eu tenho um banheiro só meu? Quem vê tudo isso que ele tem agora mal imagina que no começo do casamento dos meus pais eles moravam em um apartamento caindo aos pedaços. Minha mãe contou que sala e a cozinha que eram um só, um quarto com um banheirinho que não cabe nem uma pessoa inteira direito...acho que eu caberia por causa do meu tamanho mas enfim. Tomei um "banho de gato" e abri minha "mala" para decidir qual roupa seria a "menos pior" (assassinei o português agora, foi mal ai) para ir na droga desse restaurante mas não entendo nada disso e nem sei que tipo de restaurante é...ah, foda-se, vou vestir qualquer coisa.

Coloquei uma calça jeans, que por sinal é a única que eu trouxe, uma blusa vermelha que foi a primeira que achei e meu bom e velho tênis de sempre e então me olhei no espelho e: que merda aconteceu com o meu cabelo? Não acredito que passei a manhã inteira assim! Ai, calma, vamos dar um jeito...vamos...Isso! Vou fazer um coque e prender com essa caneta aqui. Estou pronta.

-Lily! -Porra, faz muito tempo que não me chamam assim! Parei de me olhar no espelho e me virei para ver de onde a voz tinha vindo. Da minha irmã. -Olha, eu sei que eu não sei pelo o que você está passando e eu sei que você está com raiva mas...nós somos a sua família. Eu que sou sua irmã.

-Eu sei! -Respondi depois de fazer sei lá quanto tempo de pausa.

-E você não pode passar a sua vida toda dentro daquele quarto.

-Eu sei!

-Nós precisamos se apoiar, entende? A mãe está mais louca do que o normal e o pai então, sei lá. -Balancei a cabeça para concordar só para não falar "eu sei!" de novo. -Legal. -Ela sorriu.

-VOCÊS JÁ ESTÃO PRONTAS? -Meu pai voltou a gritar. Hoje ele tirou o dia. Rolei os olhos e a Anne balançou a cabeça negativamente. Nós nos olhamos e ela me abraçou de novo (hoje ela tirou o dia) e então fomos para o nosso lindo passeio.

-//- 

Bom, a outra não é velha mas também não é nova, sabe? E bom, ela é bonita. Muito. Aliás, foi  muito simpática quando a gente chegou e eu fiz o meu melhor para ser mal educada. Até entendo porque meu pai gostou dela mas eu iria preferir que ele tivesse deixado você sabe o que guardadinho dentro das calças. 

Já o restaurante é...uma churrascaria. Eu esperava de tudo menos isso mas enfim, ainda bem que minha greve de fome acabou porque eu adoro carne então óbvio que eu adoro churrascarias. 

No começo do nosso almoço ela ficou fazendo várias perguntas sobre o colégio, o que a gente gosta de fazer, namorados, viagens e acho que tudo que ela conseguiu pensar e o meu pai me obrigou a responder, foi bem difícil pensar em jeitos mais curtos possíveis de dar as respostas, mas o assunto acabou de vez quando ela resolveu dizer que a gente podia confiar nela como uma mãe e contar para tudo que precisássemos porque ai nem a Anne usando toda a educação dela conseguiu responder e agora estamos todos aqui nos entupindo de carne em silêncio. 

Me levantei e quando ia começar a andar meu pai me perguntou aonde eu vou. -No banheiro! -Não é mentira, eu preciso mesmo ir no banheiro. 

-Hm, vai lá. -E eu sai andando mas meio que correndo para o banheiro. Não bebam tanto refrigerante em tão pouco espaço de tempo. 

Sabe, eu até entendo os números de telefones rabiscados nas portas dos banheiros da escola, ou das balada, ou de lugares assim porque nesses lugares sempre costuma ter  muita gente retardada mas não sei qual é o motivo de ter essas merdas no banheiro da churrascaria. 

Estava me dirigindo de volta a mesa mas vi todo mundo tão distraídos com os seus próprios pratos e eu não estava nem um pouco afim de fazer isso então sai bem de fininho pela porta só para dar umas voltinhas.

Nossa gente, eu sou muito tonta! Eu tinha abandonado as minhas fanfics, eu sei, por preguiça e infinitos outros motivos mas então ontem me bateu uma puta de uma inspiração que eu tive que voltar a escrever e quando eu fui olhar esse capítulo estava ali pronto há um maior tempão só esperando para ser postado. Pois é. Mas enfim, o que acharam? 

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