Fomos para o apartamento...dos Prescher e a menina e a Prescher mãe me ajudaram a me limpar. A sujeira do meu corpo saiu no primeiro banho e o cheiro ruim diminuiu no terceiro e depois de eu gastar um vidro de perfume dos pés a cabeça e o meu cabelo ficou meio limpo depois do sétimo banho e o cheiro depois de um monte de cremes e perfumes, mas nada faz sair o cheiro de pudim.
–Aqui a sua roupa limpa, querida. -A Prescher mãe disse me entregando short e um moletom que eles pegaram na minha casa. O moletom é quente mas se eu tiver sorte, já que sou a rainha do azar, eu acabo morrendo de vez com um pneumonia ou algo do tipo.
–Quando eu entrei fui atacada com tinta e voltei para a casa parecendo um arco-íris. -A menina falou do lado de fora do banheiro enquanto esperava eu terminar de me vestir.
–Isso nem é tão ruim. -Respondi fazendo só cara feia porque nem que eu queira vou me livrar dela, pelo menos não por enquanto.
–A tinta me deu alergia. Primeiro parecia que eu tinha colocado botox no corpo todo e depois fiquei toda vermelha e comecei a descascar. -Ela disse rindo me olhando depois que eu abri a porta. -O Chris teve que ir em uma caça as calcinhas e foi pego dentro do vestiário feminino e foi suspenso. -Agora ela gargalhava e eu também.
–Prescher idiota.
–Ele gosta de você, sabe? Tipo como amigo, ele gosta de te ver brava e não se assusta nem um pouco com a sua grosseria...e nem eu.
–Já disse que não gosto de viver em sociedade. -Respondi repetindo o que já tinha dito antes.
–Por que não? Já que vai ter que aguentar o Chris me aguenta também, talvez seja bom uma amiga.
Me rendi, essa menina não desiste nunca. Resolvemos ir para a minha casa e quando passamos pelo corredor o Prescher estava lá e eu comecei a imaginar ele sendo pego com as mãos nas calcinhas e comecei a rir e ele ficou me olhando com uma cara de retardado sem entender nada.
Quando chegamos dentro da minha casa assaltamos todo o resto de coisas comestíveis que achamos na geladeira, sentamos no sofá e ficamos engordando enquanto conversávamos sobre tudo. Fiquei sabendo sobre a vida dela inteira, sobre os avós que moram em Nova York e quanto ela gosta de neve, falou sobre a paixão por um menino do grupinho do Prescher e me mandou parar de chamar ela de menina porque ela tem nome. Eu falei de tudo o que vivi, incluindo as milhões de confusões em que me meti, desde que morava no Brasil até hoje. Se preparem porque nunca vão me ouvir dizendo isso de novo mas: talvez não a sociedade não seja assim tão ruim.
Me dei conta de que faz bastante tempo que não posto nenhuma das fics aqui, né? Como eu não tomei vergonha na cara para escrever Our Song (ops!) vamos ficar por enquanto com a nossa querida Soph...
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