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Minha mãe me leva para a escola para ter certeza de que eu não tenho motivos para me atrasar e nessa escola, graças a Deus, não tenho que usar uniforme.
–Te vejo de noite. -Minha mãe falou depois de parar o carro na frente da escola.
Eu desci do carro e fiquei parada que nem uma besta olhando para a entrada da escola. A verdade é que eu estava nervosa por estar começando a estudar em um lugar novo porque a muto tempo que não tenho que fazer isso.
–Olá High school Huntington Beach, seja o que Deus quiser. -Falei para mim mesma.
–Fazendo macumba, anã? -Prescher nojento falou aparecendo do além e me assustando.
–Não, eu estava falando em português porque se você me conhece tanto sabe que eu sou do Brasil. -Bufei ainda incomodada com o fato dele ter me visto chorar.
–Nossa, que grossa. -Ele começou a falar com uma voz de gay e riu dele mesmo mas eu ainda estou chateada com o que ele falou, acho que porque no fundo é verdade. -Sério que não vai me desculpar? -Completou ele fazendo um bico e me olhando com aqueles olhos castanhos.
–Tá Prescher, agora me deixa em paz. -Respondi e fui andando em direção a escola e ele não veio atrás de mim mas depois vi ele em uma rodinha com um monte de vadias e babacas iguais a ele, com certeza.
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Como sou sortuda as minhas duas primeiras aulas vão ser de educação física e como uma boa sedentária eu adoro.
–Uma novata. -Ouvi uma menina loira e de olhos azuis falar olhando para mim cercada de duas meninas japonesas, uma loira igual a ela e uma morena de olhos verdes que reconheci da rodinha de amigos do Prescher. A maioria concordou com a primeira loira aguada menos a tal de olhos verdes.
Ela se aproximou de mim depois que o grupo de bitches que eu já não gostei se afastaram.
–Oi. -Ela falou com um sorriso tímido no rosto. -Eu sou a Avery. -Ela completou.
–Olha eu não gosto de viver em sociedade então nem precisa ficar vindo aqui querendo ser a minha amiga pode ir lá com a loira aguada e com as amiguinhas dela. -Disse indo para longe.
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Finalmente livre do inferno. Eu dormi nas aulas de espanhol e de matemática, quase morri de tédio na de biologia e não entendi nada de física. Agora só falta eu saber voltar para casa.
–Sophie. -Gritaram o meu nome e eu reconheci a voz no mesmo segundo: Prescher. Ás vezes ele até parece adivinhar quando vai ser útil para alguma coisa.
–Que foi? -Perguntei rodando os olhos e me virando para a direção que veio o grito.
–Vai querer carona ou você vai ir voando na sua vassoura? -Ele disse quando chegou mais perto de mim sendo acompanhado pela menina da primeira aula e por uma versão masculina dela.
–Cala a boca, idiota. -Ele nem tinha sido desculpado direito e já vem com gracinha e ele consegue me irritar mais do que eu irrito ele.
–Sim ou não?
–Sim.
–Esse é o Alex e a irmã gêmea dela, a Avery. -Prescher apresentou apontando para eles. -Essa é a anã da Sophie.
–Nós já nos conhecemos. -A menina disse sorrindo para mim.
Eu realmente estava preocupada com a possibilidade deles irem com a gente, essa menina querendo ser a minha amiga mas eles continuaram conversando e ela não falou mais comigo e nada do tipo.
–Novata. -A loira aguada 1 apareceu atrás de mim. -Você não pode ir embora sem ser batizada.
–Ser o que? -Perguntei confusa.
–Batizada. -Prescher disse e eu ainda estava sem entender olhando com cara de tonta para ele e para o grupo de aguadas.
–Todos passam por um trote no primeiro dia de aula aqui. -A menina dos olhos verdes explicou.
–Trote?!-Disse e logo em seguida me acertaram com um monte de água, terra, grama, folhas e tudo que eles encontraram e nesse eles inclue o Prescher e o amiguinho dele, mais uma vez a dos olhos claros não fez nada, é do tipo boa samaritana.
–Tivemos que improvisar. -Uma das japonesas falou e elas foram embora. Eu queria chorar mas não fiz isso.
–Credo, tem até pudim da hora do almoço em você. -O não samaritano de olhos verdes falou com uma cara de nojo e ao mesmo diversão enquanto me olhava.
–Todo mundo para por isso. -A boa samaritana voltou a falar.
–Minha mãe chegou. -Disse o Prescher com uma cara que parecia que estava pensando, com certeza em "como que a gente vai levar isso embora?".
–Eu vou junto para ajudar ela com o cabelo, vai precisar. -A menina falou.
Mais um capítulo de Sophie ;) Espero que gostem. Beijos, Isa.
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