15 de janeiro de 2014

Resenha: O Menino do Pijama Listrado



Sempre tive uma fascinação por filmes que contam historias relacionadas à segunda guerra, seja historia baseada em fatos ou obras de ficção, já assisti vários filmes com esse tema, mas uns dos que mais me emocionou sem duvidas foi "O menino do pijama listrado" (caso ainda não tenha assistido, assista), depois descobri que se tratava de um obra de ficção baseado no livro de mesmo nome, do escritor John Boyne, e é sobre o livro que vou falar com vocês. 
O livro conta as aventuras de Bruno um garoto de noves anos que sente seu mundo cair ao descobrir que por causa do importante trabalho do seu pai, ele e sua família  estão deixando Berlim, deixando sua enorme casa (onde sempre tem algo para explorar), deixando seus amigos, para ir pra um lugar onde ele não deseja ir. Em seu novo lar Bruno consegue da janela do seu quarto enxergar algo que ira despertar sua curiosidade, do seu quarto ele enxerga algo que não entende, vê pessoas que tem hábitos nada convencionais, pessoas que passam o dia de pijamas listrados, e se sente injustiçado, por que eles podem passar o dia de pijamas e ele não? Por que aquele lugar tem varias crianças e ele vive sozinho como Caso Perdido (apelido carinhoso de sua irmã)? 
Depois de algum tempo vivendo na casa Bruno resolve fazer o que ele mais gosta  explorar, e em sua exploração Bruno encontra "O ponto que virou uma mancha, que virou um vulto, que virou uma pessoa, que virou um menino", o menino se chama Shmuel, tem a mesma idade, nasceu no mesmo dia que Bruno, foi tirado se sua casa e levado para o outro lado da cerca sem desejar isso, para Bruno a vida deles é praticamente igual, mas Shmuel tem com quem brigar, tem amigos. 
O livro conta a historia da amizade dos dois, John narrou o livro com tamanha sutileza que a inocência de Bruno e Shmuel é encantadora. Bruno é um menino muito inteligente e questionador, mas não tem muitas respostas, Bruno não sabe por que Shmuel não brinca, assim como não sabe é por que ser Judeu é errado, em principio ele não sabe ao menos o que é ser Judeu, não entende por que seu serviçal deixou de ser medico para descascar batatas. 
A inocência das crianças, a sutileza que o autor lidou com isso, foi sem duvida o que mais me encantou, esses detalhes tornam o final mais trágico.
No Inicio do filme "O menino do pijama listrado" tem uma frase de John Betjeman "A infância é medida por sons, aromas e visões antes de surgir a hora sombria da razão", essa frase é perfeita para descrever os atos de Bruno e Shmuel, atos que levaram os dois a caminhar para um destino que ambos não imaginavam existir.

Vocês gostam de historias relacionadas a segunda guerra? gostariam de ler ou já leram "O menino de pijama listrado? Se já leram, digam-me sua opinião sobre o livro. Espero que tenham gostado da resenha. Beijos.

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